quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O grande relógio

 
   O tempo é um grande relógio. A cada volta que o ponteiro dá, segundos, minutos e horas nunca mais voltaram. Mesmo que o ponteiro  passe nos mesmos números, a volta não será mais a mesma. E esses mesmos segundos, minutos e horas se transformaram em dias, que se transformaram em semanas, meses e anos. Mas do mesmo jeito, essa passagem de tempo não voltará. O que consequentemente fará com que momentos, fatos e circunstâncias fiquem perdidos na memoria. Vagando nos nossos olhos quando queremos.
   Com o passar do tempo somos empurrados a uma nova realidade. A cada ano que se passa, pessoas morrem, nascem, alguns se casam, arrumam emprego, começam a estudar, enfim. A vida muda a cada instante. E mesmo que você não queira, mesmo que se sinta desprotegido e despreparado para o que o futuro reservou, somos obrigados a "conviver" com ele. Eu iria escrever a palavra "aceitar", mas muitas vezes não aceitamos. Não concordamos com o que foi nos apresentado e dado. E como é de natureza da maioria de nós, reles mortais, reclamamos do destino. Brigamos com ele veementemente e muitas vezes compulsivamente. Lógico, que às vezes temos razões contundentes de não aceitar o presente que a vida nos deu. O presente foi  pessimamente  embrulhado. Não havia nenhum cartão. E quando abrimos, percebemos que o presente foi um dos mais baratos. E o pior é que não podemos ir na loja e trocar por outro.
   Eu queria entender certas coisas. Se bem que  entender, talvez não diminua   as dúvidas, aflições e  angustias que estou sentido. Tenho 18 anos, mas me sinto uma criança e um idoso ao mesmo tempo. Estou perdido. Na escuridão. E pra piorar com os olhos fechados. Sei que em partes tenho culpa, e estou pagando por isso. Mas outras são totalmente incógnitas. Injustas. Queria ser decidido, firme e fidedigno na maior parte da minha vida. Fazer o que realmente tem que se feito com total audácia. Mas não sou. Não consigo. Não passo de um aspirante. Até tento passar alguma credibilidade, algumas vezes consigo, mas internamente estou desgastado, esgotado e cansado. Penso e algumas  vezes exijo  que a vida seja mais fácil pra mim. Mesmo sabendo que estou errado, mesmo sabendo que sou igual a todos, não aceito que ela não me obedeça. 
   A vida é algo intenso, delineador, abstrato e imprevisível . Respostas, em certas ocasiões, podem ser bem vindas, mas soluções são divinas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quem nunca errou que atire a primeira pedra



 
   Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Não duvido nada de pessoas hipócritas pegarem uma pedra e jogarem, mas é com essa introdução que começo esse texto. Todos, e eu disse todos, erramos e sempre iremos errar. Alguns erros serão causados involuntariamente e inocentemente. Mas tantos outros com total intenção. Mas independentes dos motivos, sendo justificáveis ou não,  todos terão consequências e  infelizmente alguns envolveram outras pessoas.  Mas como disse no inicio do texto, quem nunca errou que atire a primeira pedra. Se com essa frase aprendemos a perdoar as falhas dos outros, como podemos nos perdoar? Como podemos ser indulgentes, em relação aos nossos defeitos e escolhas equivocadas distorcidas e mal resultadas? Se perdoar as incorreções dos outros é uma tarefa extremamente difícil em certas ocasiões, nos auto absorver também se torna algo árduo. A culpa sempre aparece, mesmo que por instantes antes de dormir, mas aparece. Estou escrevendo isso, porque nesse momento estou me sentido culpado. Eu não prejudiquei ninguém, além  de mim. Eu deixei de fazer escolhas importantes na minha vida. Às vezes fazemos escolhas erradas, mas que tiveram alguma conclusão, mesmo que inexato. Mas quando não tomamos nenhum partido? Quando deixamos o medo e a insegurança falarem mais auto do que as atitudes que devemos fazer e simplesmente observamos o destino? Isso também se torna um erro, e talvez um dos piores, porque se esconder dos acontecimentos, fugir das decisões torna a pessoa covarde, culpada.... errada.
   Constantemente aprendemos a perdoar os lapsos e falhas, mesmo que essa lição muitas vezes saia rabiscada, incompleta e às vezes a folha saia em branco. Mas como aprendemos a esquecer a culpa, ou dependendo da posição da pessoa,  culpada ou vítima, como aprendemos a esquecer a mágoa? Perdoar, pode ser extremamente complicado, como já mencionei, mas esquecer pode ser uma incógnita. Talvez não seja possível esquecer, porque também não é possível voltar no tempo e mudar a trilha que foi seguida. Talvez essas reminiscências, tenham o valor de reforçar o quanto é importante e avassalador   um " sim" ou um " não". Ou até mesmo como pode ser decisivo e representativo o silêncio.
   Não posso mudar o que fiz e deixei de fazer. Muito menos posso esquecer. A culpa sempre estará comigo. Aliás acho que todo mundo sente culpa e arrependimento por algo que fez ou não fez. Mas posso mudar o que está pela frente.  Fazer um caminho diferente. Usar os erros passados, para os acertos futuros. As pegadas das vida continuam.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aliás, que se foda

 
   Navegando por este mundo extraordinariamente grande que é a internet, acabei encontrando um blog que me deixou instigado, irritado e enraivecido. Vamos até o início, onde tudo começou. Eu estava no Google, procurando imagens relacionadas a fotografias e câmeras - essas imagens em certo ponto teriam um relacionamento com o texto que eu iria colocar aqui, mas acabei desistindo da ideia.- Quando escolhi uma, das milhares de imagens disponíveis, acabei clicando na foto duas vezes, o que consequentemente me levou ao blog em questão.  Não me lembro o nome desse blog, mas pelo pouco que li, percebi que era um lugar dedicado a opinião preconceituosa e mal formada da blogueira em relação a estilos, celebridades, e outros segmentos relacionados. A dona do blog, escolhe a vida de alguém ou algum tema , escolhe duas, ou três imagens do assunto escolhido, e forma , expõe e defende sua  péssima opinião. Eu li uns três posts. Um falava de uma atriz, conhecida do público, que estava fazendo um evento - só haviam críticas  à respeito dessa celebridade, mais precisamente do seu visual. Eu particularmente não sinto nenhuma afeição sobre essa atriz, mas achei o post de muito mal gosto.- O outro post era a foto de uma mulher que era visitante do site. E a outra publicação que li, era de um modelo, e foi essa que me motivou a fazer esse texto. Não sei quem é o modelo, embora tenho quase certeza que já o vi em algum programa de televisão. Nas fotos dava pra perceber que o cara era sarado , tinha o cabelo excêntrico, parecido com o do He-Man e  um estilo largadão - alias, foi por isso que me senti meio ofendido, porque me identifiquei com o estilo do modelo... não que meu cabelo seja igual do He-Man.... só um pouquinho vai.- Mas a dona do blog, praticamente determinou defeitos e conclusões sobre o cara, baseada  nos seus próprios conceitos. O pior foi que quando terminei de ler, vi que haviam comentários, piores do que o próprio  artigo. Alguns, sendo 90% mulheres, até determinavam a sexualidade do modelo, simplesmente pelas duas ou três fotos que haviam.
    Não nego que senti aversão sobre o blog. Lá a única coisa que importa e a aparência das pessoas e como a autora determinou um segmento distorcido do que é certo ou errado, feio ou bonito, e o que pode e o que não pode.  Mas não estou aqui para acusar ou falar mal de ninguém - embora, eu tenho quase certeza que essa blogueira, deve ser  sozinha, carente e escrota.- Muito menos defender o modelo que mencionei. Estou aqui para falar o que percebi com tudo isso. Sei que o que vou falar agora todo mundo já sabe, mesmo que entre linhas, mas às vezes precisamos reforçar a ideia. A única e exclusiva opinião que deve ser levada  em consideração,  em relação a nossa vida, nossas qualidades e defeitos, é a nossa.  Independente de ser uma opinião positiva, construtiva, ou que não terá nenhuma agregação, nunca podemos esquecer do que achamos e pensamos.
   Algumas semanas atrás, eu reencontrei amigos do tempo de escola, sendo que um deles passou a noite toda, jogando piadinhas e brincadeiras sobre o meu cabelo - e isso porque na ocasião eu estava de boné.- Por mais que eu tenha muita consideração por este amigo, me identifique com ele  e tenha a total consciência de que ele estava apenas brincando comigo - embora toda brincadeira tenha uma certa verdade -, na hora fiquei sentido. Diria até chateado. Mas depois percebi que não valia a pena. Aliás, que se foda!!!  Não o meu amigo, e sim a opinião dele e de todos os que declamam suas concepções muitas vezes, erradas, equivocadas, e  obsoletas.
   Portanto, caros leitores, sempre tenham a noção de que opinião, todos tem, mas não significa que elas sejam necessárias. Aliás, até esse texto, não deve ser considerado  algo certo ou errado. Não estou pedido que vocês concordem  ou discordem com o que escrevi. Essa é a "minha" concepção.