sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Um ano novo sem expectativas

 

    Mais um ano que se vai e outro que se chega. As promessas e expectativas que fizemos para este ano, ficarão para trás, independente de terem sido realizadas ou não, e novos projetos surgiram para o ano adjacente.
    No dia 31 de dezembro, mas precisamente a noite, quando estamos em volta da família e amigos, renovamos nossas energias, trocamos afetos e bebemos é claro. No meio dessa cena, instintamente fazemos nossos próprios votos para o ano que está prestes a chegar. Ficamos em expectativas e prometemos as mais distintas metas. O ano novo proporciona isso, um novo começo, uma nova estrada, um novo lugar.
    Mas sinceramente para esse ano, eu não quero criar nenhuma esperança. Não quero selar nenhuma pendência comigo mesmo. Para 2014 já tenho meus planos fundamentais, como a minha faculdade e encontrar um novo emprego, que já estão esquematizados,  mas não quero formular devaneios que não tenham nenhum indício de que possam acontecer. Quero que esse ano, a vida me surpreenda - pelo lado bom, por favor. - Como já mencionei em um texto aqui, quando estamos sem expectativas, tudo que surgir é válido, já estamos no nada mesmo então o que vier vai ser lucro.
    Como disse, quero que 2014 me surpreenda. Quero que esse novo ano seja repleto de novidades positivas. Minha promessa, quando os fogos de artificio ganharem os céus, será esperar o melhor que a vida pode me dar.


   Feliz ano novo para todos!
   Volto em 2014 com mais melancolia, humor e sinceridade. Então até mais.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O louvor

 


    Nada como ouvir um louvor que te ajuda a levantar a cabeça não é irmãos e irmãs? Que te faça enfrentar os problemas da vida. Não se estresse, não se abata, não desista!!!! Diga a frase do poder, diga a frase mágica!! Proclame as palavras libertadoras, as palavras que te salvarão da depressão, do medo, do sofrimento!!! Garanto que vocês irão ter paz meus queridos!!!! Não  esqueçam de pagar o dizimo em. Cantem juntos: Vai tomar no cu, vai tomar no cu....





domingo, 15 de dezembro de 2013

Nada

 
   Sabem o que estou fazendo neste momento? Nada. Absolutamente nada. Bom, tecnicamente não estou fazendo nada, pois estou fuçando os perfis de alguns amigos - principalmente aqueles que eu acho inferior a mim- e twittando. Mas em termos de função ou ocupação mais excitante, eu não estou fazendo nada.
   Muitas vezes é do nada que surge as mais brilhantes ideias. Quantas vezes vocês não estavam deitados ouvindo músicas ou postando fotos no Instagram e simplesmente, sem nenhum aviso prévio, uma grande e inovadora ideia surge. Comigo é assim. Não que os meus inusitados pensamentos sejam brilhantes. Mas muitos dos meus projetos simplesmente aparecem assim, do nada.
   O nada é simplesmente nada. Eu sei que vocês depois de lerem essa afirmação com certeza irão pensar que sou idiota e que não sei escrever. Bom, idiota eu não garanto, mas com certeza sei escrever muito bem - tirando alguns erros de ortografia. - Mas o fato é que o nada é e sempre será o nada. Há simplesmente vazio, nenhuma coisa, nenhum sinal, nenhum som, nada. Puramente nada.
   Agora vamos refletir. Não é melhor viver no nada, do que rodeado de expectativas?
   Quando estamos sem nenhuma meta na mente, quando não esperamos resultados, quando simplesmente aguardamos a vida nos presentear com o que ela quiser, os dias não ficam mais fáceis? Já estamos no nada mesmo, então o que vier vai ser lucro, não?
   Agora, quando vivemos em respectiva permanente, quando desejamos com avidez certos rumos e sonhos, garanto que existe uma grande possibilidade dos mesmos não se concretizarem e se acontecerem não serão da mesma forma que arquitetamos. Sei lá, mas parece que quando queremos algo, quando perseguimos aquilo que almejamos, menos chaces temos de alcançá-lo. Ao contrario do nada, que se conseguimos ou não já estamos na merda mesmo, então não vai fazer diferença. Porém como eu mencionei, é do nada que surgem as melhores ideias, então existe grandes chances de ser por este caminho que o melhor está por vim. Aliás, fazendo um levantamento, acabei de perceber que grande parte das coisas boas que recebi vieram do nada.
   Sonhar é bom, é muito bom, é ótimo. Já disse aqui algumas vezes, mas repito, eu sempre serei um sonhador. Contundo, não permitir que esses devaneios se sobressaltem, a ponto de não permitir que se viva sem a realização dos mesmos, também pode ser gratificante. É do nada que surgem as verdadeiras surpresas e é do nada que espero o tudo.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

5 músicas que todos deveriam escutar antes do fim do ano Vol: 2


   O fim do ano está chegando e, como no ano passado, montei uma setlist que na minha opinião, todos deveriam escutar antes da chegada de 2014.
 
Ben Howard - Oats in the water




Lana Del Rey - Angels Forever 


                                                           

Jamie N Commons - Lead me home




Pitty - Déjà Vu





Thirty Seconds To Mars - City of angels





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Meu combustível



    Às vezes, ela vem muito rápido, sem nenhum aviso prévio. Outras, ela desaparece por dias. Às vezes, ela chega cheia de expectativas e inovações. Outras, ela aparece fracamente, cansada e sem muita nitidez, porém com o tempo, sua moldagem vai ganhando proporções, linhas e sentido. Comigo não adianta forçar, pois quando ela não está afim, ela se fecha, sem se pronunciar e só se abre quando quer. E quando tento, mesmo assim, violar a sua decisão, tentando criar por conta própria, o resultado final fica bem abaixo do esperado. Praticamente sem alma. Muitos chamam essa peça fundamental de ideias ou inspirações. Eu também uso esses nomes, mas para mim ela é um órgão essencial e fundamental para mim. É meu principal combustível para acessar a constante e bagunçada criatividade que tenho na caixola, pois sem ela, fico totalmente a merce de ideias fracas e comuns. Preciso de combustível, de material suficiente, para escrever, desenhar, compor, inventar e criar. Até os meus twetts precisam de alguma pilastra, de algum fundamento - mesmo boa parta das minhas mensagens serem totalmente irrelevantes.
    Sou totalmente dependente de inspirações. É um componente essencial na minha vida.




domingo, 24 de novembro de 2013

Da Série: A velha, mas não tão velha assim

 
 
   Quando estou sentando no ônibus ou metrô, mesmo se não estiver cansado, eu não saio do meu lugar para fornecê-lo aos outros. Um, porque provavelmente eu lutei por ele. E dois, porque não quero ir em pé. Mas quando os bancos preferencias, TODOS, estão ocupados e vejo algum idoso, ou deficiente, espero para ver se alguém vai levantar. Se eu perceber que ninguém vai tomar a gentileza, levanto, com muito esforço e raiva, mas dou o meu lugar para o necessitado. Só assim, forneço o meu aconchegante e precioso banco.
   Eu estava sentando em um dos bancos do metro, lendo um bom livro - Harry Potter e a Ordem da Fênix, de novo.
   Percebi que uma senhora velha, mais não tão velha assim, entrou. Ela devia ter no máximo uns 55 anos. Ela ficou bem do meu lado, em pé, pois o vagão não estava cheio, porém todos os bancos estavam ocupados.
   Depois de alguns segundos, percebi que a senhora ficou me olhando. Parecia que queria dizer algo.
   Eu fiquei na minha. Continuei lendo o meu livro.
   A velha, mais não tão velha assim, percebeu que eu não estava dando atenção. Então começou a resmungar.
   - Nossa que calor. Meu Deus, ninguém me oferece um lugar...
   Olhei para frente, para dois assentos preferencias, que já estavam ocupados. Contudo um dos usuários era uma moça, jovem que não demostrava ser deficiente e muito menos que estava gravida.
   "Eu não vou fornecer o meu lugar" pensei. "Com aquela moça ali sentada. Se a velha quiser sentar, que vá lá e reclame com ela".
   - Nossa que povo folgado. Sem educação e respeito aos mais velhos. Eu mesma...
   A velha, mais não tão velha assim, continuava a reclamar, porém ela olhava para mim. Como se aquela oratório e insultos fossem direcionadas para mim.
   Eu baixei a cabeça, e continuei a minha leitura.
   A senhora, provavelmente insatisfeita com o desprezo que dei à suas palavras, começou a me cutucar com o seu guarda chuva. Me deu três cutucadas seguidas.
   Parei de ler, olhei para ela, pensei em dizer algo, mas decidi me calar.
   A iminente idosa, satisfeita em ver que conseguiu minha atenção, me deu novas três futucadas.
   Não resisti. Pousei o meu livro, olhei para a senhora e com educação disse:
   - Senhora, você está me cutucando com o seu guarda-chuva.
   - Sim estou - reconheceu a senhora, com aspereza. - Só assim pra conseguir sua atenção. Você podia muito bem fornecer o seu lugar.
   - Eu? - estranhei, inesperado com a atitude da senhora.
   - Sim, você. Você podia deixar de ser preguiçoso e levantar daí.
   - E porque eu faria isso? - eu estava começando a ficar envergonhado, porque os mais achegados, estavam ouvindo, mas mantive a calma sem demostrar displicência.
   - Porque eu tenho preferência seu moleque. Olha pra minha idade.
   - Preferência? Me desculpa, mas eu não tenho culpa de você ser uma velh...idosa - remedei. - E além do mais - nessa hora apontei para os bancos preferencias - os lugares preferencias são aqueles ali. Eu não tenho obrigação nenhuma de te fornecer esse banco.
   - Haaaa mais como você é petulante meu filho -a velha, mais não tão velha assim, estava visivelmente irritada.
   - Eu sou petulante? A senhora que é ranzinza.
   - Deixa, deixa, não quero mais sentar não. Obrigada por sua gentileza - obviamente ela estava sendo irônica. - Tenho muito mais disposição é vitalidade do que você, que ainda é jovem.
   - Se você realmente fosse tão disposta assim, não estaria brigando por um banco - rebati.
   A senhora me olhou com ódio mortal. Pensei que tentaria perfurar a minha cabeça com aquele guarda-chuva. No instante seguinte, ela disse, com a voz mais calma.
    - Meu filho, um rapaz tão bonito como você, falando isso pra mim.
   - Sério que você me acha bonito? É éé quer dizer, senhora eu não quis te ofender, só acho injusto eu ter que dar o meu lugar. - e novamente apontei para os bancos à minha frente.
    A velha, mais não tão velha assim, olhou para os bancos preferenciais. Viu a moça que estava sentada lá. Eu jurava que a jovem, ao contemplar a discussão, deduziria que no final sobraria pra ela, e fingiria estar dormindo. Porém, a burra, ficou olhando todo o bate boca, e não pode fazer nada. Quando a quase idosa se encaminhou para ela, a jovem nem fez questão, e se levantou, colocando, enfim, um ponto final na discussão.


Moral da história. A velha era velha, mas não tão velha assim.
 
 

domingo, 17 de novembro de 2013

Apenas digitando

 

    Será que o destino realmente existe? Será que o futuro realmente é desenhado com antecedência? Será que o prospero é arquitetado conforme nossas atitudes de hoje? Será que tudo há respostas? Será que tudo há verdades? Será que o mundo realmente é  dos mais espertos? Será? Será? Será?
    Se a dúvida não existisse, as frases não começariam com serás, e não teriam pontos de interrogação. As duvidas, o incerto, as probabilidades movem o mundo, geram questões e permutas. É com elas e por elas que dividimos nossas concepções e olhamos para os lados sem saber qual é a melhor opção a seguir.
    Eu escrevo para desabafar, para transpassar um pouco da minha bagunçada e complexa mente. Não tento me entender, por que isso é uma missão impossível. Mas posso tentar ver, com outros olhos, as minhas definições. São exatamente duas e cinquenta e cinco da manhã - fiz esse texto no sábado, mas só o publiquei agora.- Olho para o relógio e vejo quanto tempo já se passou. Quantas horas, minutos e segundos que passo, todos os dias semanas e meses, com dúvidas, com incertezas, com possibilidades. Realmente não estou escrevendo um texto detalhista e argumentativo pois estou simplesmente movendo os meus dedos sobre o teclado, digitando o que vem na minha cabeça, mesmo sendo frases desconexas. Então caso aja um novo leitor, por favor não baseie o conteúdo e textos no blog apenas lendo este. Estou sendo meio "hipster" em relação a narração dessa postagem.
    Às vezes é bom deixar de moldar o esperado. Esperar o incerto, e sim viver com o talvez, com o quem sabe. Sem expectativas, sem perspectivas. Não quero muito, mas só o suficiente. Não quero ser ótimo. Um bom, um legal, um intermediário já tá bom. Não quero ser um nota dez. Um sete ou oito é o suficiente. Não preciso ter um milhão de seguidores no Twitter - mas se um dia eu tiver, não vou reclamar.- Olho para os lados e não consigo entender como as coisas podem ser tão simples e eu, com minha complexidade, fazê-las tão complicadas, árduas e difíceis.Talvez seja esse o meu martírio, não poder ver a beleza e facilidade que o mundo é.
   Queria absorver do mundo apenas o que é essencial, necessário e preciso. Mas não consigo evitar minucias do dia a dia. Me apego a bobagens alheias. Finjo que não ligo, mas por dentro fico ruminado por uma simples risada, olhada ou comentário. Falo que tenho opinião própria, mas a mesma muda com um simples abalo. Não sou forte, nunca fui e talvez nunca seja. Apenas sigo. Apenas caminho. Apenas espero, mesmo não querendo esperar.