quinta-feira, 31 de julho de 2014

Momento Nerd


A partir de agora teremos o Momento Nerd que consiste em mais uma publicação aqui... só que nerd. Simples e fácil de entender.
Pra quem não sabe, eu simplesmente sou louco por The Walking Dead. Não sou aquele tipo de pessoa que tem posteres, dvds ou revistas, mas sou um verdadeiro fã da série e agora das HQ.
Contudo, uma das minhas maiores decepções foi quando a personagem Andrea, da série, morreu. Eu acompanho pela internet, os episódios inéditos quando estão passando nos Estados Unidos ao vivo, e mesmo com o link travando e não entendendo muito bem o que os personagens falam,  me lembro perfeitamente a minha reação quando assisti a esse episódio pela primeira vez - 3 temporada, 16° episódio - Simplesmente fiquei transtornado, enraivecido,  amalucado quando vi uma das personagens mais fodas morrer. O pior que foi uma morte desnecessária. Não precisava acontecer. Jurava que era pegadinha do Malandro.
Por isso, o primeiro Momento Nerd vai para essa incrível personagem.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vinte anos


Como todos os anos, sempre que o meu aniversário está chegando eu venho aqui e escrevo um longo e extensivo texto sobre como é ficar mais velho, as minhas expectativas para o futuro, minhas preocupações e blá blá blá. E deveria fazer isso este ano também, já que no próximo dia 23 eu completo vinte anos. Pois é, duas décadas de existência. E não sei se você pensa assim, mas vinte anos, mais do que uma simples idade, significa que agora você é um completo adulto. A adolescência ficou definitivamente para trás e agora as responsabilidades, mais do que nunca, veem a tona.
Porém esse ano eu não escreverei nada sobre essa data - se bem que já estou escrevendo, então isso não é uma completa verdade. - Por mais que eu seja paranoico em saber que estou ficando mais velho e que vinte anos, como já mencionei, é a chegada de uma nova faceta da vida, não irei registrar minhas novas e velhas convicções.
Simplesmente não sei o que estou sentindo sobre os meus futuros vinte anos. Não estou animado, mas também não estou preocupado. Ainda não digeri essa nova concepção, e assim, não sei o que dizer, ou melhor, escrever.
Só sei que terei vinte anos. Vinte anos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aperte o Play Vol. 4


Como já faz tempo que não publico nada audível aqui, decidi escolher cinco músicas do meu arsenal. Garanto que você  não irá encontrar nenhum lepo lepo pelo caminho. 

                         Alanis Morrisette - Ironic




Lana Del Rey - Money Power Glory




  Owl City - Fireflies

PS: Eu sei que já usei essa canção em uma outra publicação, mas é que eu simplesmente acho incrível a música e principalmente o clipe.



Pitty - Sete Vidas




Thirty Seconds To Mars - Up in The Air






quarta-feira, 9 de julho de 2014

Da série: A espinha


Eu havia marcado com alguns amigos - reais, que existem, só pra deixar claro - de sair em um sábado de noite. Sim, depois de muitos típicos sábados em casa, baseados praticamente em ficar fuçando o perfil dos outros no Instagram ou jogando vídeo game, finalmente eu iria me juntar com a multidão da noitada.
No sábado de manhã, quando acordei, fui tomar café. Depois, fui ao banheiro, tirei o meu pênis pra fora, mijei, lavei as mãos e me olhei no espelho.
Foi nesse exato momento que a vi. Estampada bem no meu rosto, estava uma monstruosidade, uma aberração, uma anomalia, uma praga maligna; Uma espinha estava cravada bem na ponta do meu nariz. Mas não era uma simples espinha. Muito menos um cravo ou uma acne. Era um ser que tinha vida própria. Tinha o tamanho de uma bolinha de gude. Quase de tênis.
- Meu Deus, o que é isso? - eu não sabia se chorava, ria ou se gritava. Era assustador o casulo grudado no meu nariz. - Como essa espinha medonha foi parar aí? Ainda bem que hoje eu não vou ter...
Mas parei, lembrando que havia marcado de sair justamente naquele sábado. Nunca, quer dizer, quase nunca, saio aos sábados a noite e quando finalmente tenho um programa legal, se aloja no meu rosto uma aberração da natureza.
- Mas e agora? - perguntei a mim mesmo, sem tirar os olhos da grande, da imensa, da gigantesca espinha. - Eu não posso sair assim.
Eu sei, pode parecer frescura, mas era, de fato, uma acne monstruosa. Nem na minha adolescência, quando tinha quantidades incontáveis de espinhas e cravos, tive uma tão assustadora. Já faz umas duas semanas que ela nasceu, destruído a minha vida - eu sei, sou dramático - e resquícios ainda são visíveis.
 Mas voltando a história. Eu até tentei colocar um band aid em cima da espinha para escondê-la. Mas me incomodava aquele curativo, fazendo a bolha doer e coçar.
Triste, percebi que o que me restava era cancelar o compromisso.
Contudo eu precisava inventar uma desculpa. Não iria falar que não poderia sair porque surgiu uma espinha no meu nariz. O problema é que eu simplesmente não sei mentir. Sou péssimo em fingir e em criar respostas e justificativas que pareçam convincentes.
Passei boa parte do dia tentando inventar alguma desculpa que parecesse plausível.
Até que em um momento um dos meus amigos ligou:
- Daniel? Tudo bem? Então tudo de pé? O pessoal já confirmou. Vai todo mundo mesmo.
- Ah, oi, então eu não vou poder ir - respondi, sem graça.
- Mas por quê?
- Então é que... eu fiz... minha tia que passou mal - inventei, sem saber muito bem o que falar.
- Sério, mas o que aconteceu? - perguntou o meu amigo.
- Ela... pegou raiva. É, ela pegou raiva.
- Raiva? Como assim raiva?
- É que... um cachorro, isso mesmo, um cachorro mordeu ela  e passou raiva. Nossa ela começou a babar, se lamber, quase latiu. Precisou de pelo menos umas cinco pessoas pra segurar ela.
- Nossa, sério mesmo? Nunca tinha ouvido falar que raiva se pegava.
- Sim, mas pega e como pega - eu suava frio com tamanha mentira.
- Então você está no hospital com ela?
Mas nesse exato momento, quando iria responder que sim, um motoqueiro, um maldito entregador de pizza, chegou no vizinho e ao invés de bater na porta ou apertar a campainha, gritou " OLHA A PIZZA."
-Não, eu estou em casa mesmo - não podia, depois do berro, dizer que estava em um hospital.
- Você está em casa? Então você vai poder ir no barzinho?
Não sabendo mais o que dizer, simplesmente falei a primeira coisa que minha mente trabalhou em pensar.
- Não, eu já voltei do hospital, mas não vou poder ir pelo simples fato de estar preso em casa.
- Preso?  - instigou o meu amigo - Mas como assim preso.
- É que a chave da porta da minha casa quebrou quando fui fechá-la. Claro, depois que entrei.
- Mas você já chamou algum chaveiro, sei lá. E se acontecer alguma coisa na sua casa, como você vai sair?
- Pela janelas.
- Então você não está preso, não é? Porque você pode sair pela janela.
- Bom... é que... - mas ele me pegou na minha "brilhante" mentira.
- Daniel, fala a verdade. Tudo bem você não poder ir, eu aviso ao pessoal. Marcamos um outro dia, mas diga a verdade.
- Você tem razão mesmo. A verdade, a única verdade, é que não posso sair hoje pelo simples e sincero fato de que tenho que servir sopa para mendigos da rua - e meio tonto com tantas justificativas falsas. - É, eu sou uma boa pessoa.
- Como assim servir sopa para os mendigos? - meu colega, de fato, estava surpreso.
- Bom... - e respirando fundo - eu faço parte de uma ONG, chamada... éééé... Je Suis Couché. É uma ONG de origem francesa, sabe? Então, uma vez ao mês, pessoas voluntárias saem de madrugada e alimentam os mendigos da rua. Doamos comida, roupas, cantamos,  jogamos Uno com eles... enfim, fazemos muita coisa. E é justamente nesse sábado que teremos que fazer a maratona de solidariedade.
- Ah entendi. Não sabia que você era tão filantrópico assim - senti uma leve ironia na frase, mas não iria contestar, claro. - Tudo bem Daniel, sem problemas mesmo. Vou fazer questão de explicar pra galera o motivo humanitário que te levou a não ir.
- Imagina. Não gosto de me gabar - e passando os dedos na minha espinha, no meu novo órgão. - Agora preciso desligar.
- Beleza cara. Boa sorte aí com os mendigos. E " parabéns"  pela atitude - dessa vez eu senti a ironia clara e direta.
- Ah obrigado. Bebam muito por mim.
E desliguei o celular, sentido a latência mortal da espinha mutante.




Moral da história : Jé suis couché.

domingo, 29 de junho de 2014

Isso é igualdade?


Pra você o que significa igualdade? Pense, molde sua resposta e depois continue lendo o texto.
Pensou?
Tenho quase certeza que não, mas igualdade, de acordo com o Wikipedia, significa"  A inexistência de desvios ou incongruências sob determinado ponto de vista, entre dois ou mais elementos comparados, sejam objetos, indivíduos, ideias, conceitos ou quaisquer coisas que permitem que seja feita uma comparação" Resumindo, e pelo que entendi, igualdade nada mais é do que valores e direitos igualitários para tudo e para todos. Mas isso realmente acontece? A igualdade social, por exemplo, ela realmente é executada aqui? E quando digo aqui, me refiro ao nosso pais, pois basta pesquisar a cultura de algumas nações evoluídas e descobrir que a igualdade de lá  é muito mais nítida e transparente.
Vou dar alguns exemplos para você entender que tipo de desigualdade, ou falta de igualdade, que estou querendo apontar.
Imagine um casal, hétero, andando pela rua de mãos dadas ou que esse mesmo casal está se beijando em algum lugar público. Tenho certeza que 99,9999% das pessoas que presenciassem essas cenas as achariam normal. Agora imagine um casal, homossexual, nas mesmas circunstâncias. Atuando as mesmas cenas.Tenho certeza que esse casal ganharia alguns olhares tortos e preconceituosos. Isso é igualdade? Por que casais héteros tem mais direitos e privilégios do que casais homossexuais? Aliás, na minha concepção, preconceito é antônimo de igualdade. Igualdade, nesse caso, seria todos, independente de sua orientação, terem o direito de andar de mãos dadas e se beijar em público, ou se não ninguém, ninguém mesmo,  possa fazer isso.
Outro exemplo é a definição das cores de pele. É muito comum chamar uma pessoa que tem a pele clara de branca. Em certidões de nascimento mesmo é comum definir as pessoas de brancas. Agora quando uma pessoa tem a pele escura, não pode chamá-la de preta e sim de negra. Duvido que em algum documento alguém está reconhecido como preto. Isso é igualdade? Ser chamado de branco tudo bem, mas ser definido como preto é errado? Claro, essa questão está relacionada com o racismo, outro antônimo de igualdade na minha opinião, pois muitos racistas usam a palavra "preto" para atingir as pessoas negras. Mas isso não deveria ser assim. No meu ponto de vista deveria se chamar pessoas de pele mais clara de brancas e pessoas negras de pretas ou não se pode chamar pessoas nem de brancas e pretas.
Machismo também é uma outra palavra contrária de igualdade. Infelizmente nossa sociedade é severamente contaminada de machismo. Esse androcentrismo  mal formulado e tosco atingi milhares de pessoas, homens e mulheres, tanto aqueles que nutrem essa concepção e principalmente os que não apoiam, pois são castigados pelos conceitos machistas alheios.
Igualdade, pra mim, significa todos, independente do que são, quem são e seus preceitos e virtudes, terem os mesmos direitos e responsabilidades. Claro, precisamos nos atentar as necessidades dos outros e aplicar equidade, sendo essa precisa na situação. Mas não acho justo pessoas que são A, terem mais privilégios das pessoas que são B. Podem ser diferentes, mas tanto o A como o B fazem parte do alfabeto, não?





domingo, 15 de junho de 2014

Dicas do Pós-adolescente: Como gastar o dinheiro do dízimo


Pra quem não sabe, pagar o dízimo significa destinar uma parcela do salário para uma empresa, digo uma igreja. Geralmente quem faz isso são pessoas chamadas de " Fieis ". Não vou lembrar onde foi que ouvi isso, mas já me disseram que um verdadeiro fiel, um cético, alucinado e verdadeiro fiel, destina algo em torno de 30% do seu pagamento - CORREÇÃO: Descobri que na verdade é 10%, mas vou manter a porcentagem inicial - Ou seja, se uma pessoa ganha em torno de mil reais, trezentos vão para a igreja.
Nada contra quem faz isso, mas com essa parcela de dinheiro dá pra fazer muita coisa. Continuando a usar o exemplo acima, vamos ver o que se pode comprar com trezentos reais.


  Você pode comprar 80 caixas de Bis e deixar sua vida mais doce.





Você pode apostar na Mega-Sena 150 vezes e ficar milionário.





Você pode comprar 300 músicas no iTunes e assim parar de baixar músicas de graça.






Você pode pagar um Hot Dog pra 75 mendigos- um pra cada, claro - e assim, de fato,  ajudar o mundo.





Você pode comprar, sei lá, uns 14 ou 15 ingressos do show da Banda Calypso... Se bem que é melhor pagar o dízimo mesmo nessa opção.





Você pode comprar 75 camisinhas e não ficar com aquela dúvida se a do posto de saúde realmente funciona.




Para finalizar, cada um gasta o dinheiro que ganha da maneira que quiser. Não vou entrar em detalhes mais profundos sobre a minha opinião em relação a esse tema, pois não é a minha intenção. Mas com o dinheiro que muitos "Fieis" gastam com suas empresas, digo, igrejas, dá pra fazer muita coisa. Não é?

Dicas do Pós- adolescente.


domingo, 8 de junho de 2014

Se você é um gato não se sinta um leão.


Eu não gosto de muitas pessoas. Pra falar a verdade, a frase correta seria " Eu odeio muitas pessoas". Mas como considero o verbo odiar estridente, prefiro substituí-lo. Porém, se tem uma classe de pessoas que me faz usar a frase original, essa classe é a das pessoas arrogantes e metidas. Simplesmente odeio pessoas esnobes, convencidas e mesquinhas que se acham melhores do que os outros.
Agora, se tem uma casta de pessoas que eu realmente odeio com todas as minhas forças, essa casta é das pessoas que são arrogantes e metidas, que também são esnobes, convencidas e mesquinhas e que se acham melhores do que os outros, MAS, e eu digo um grande mas, são bosta nenhuma, que não há nada para justificar essa grande prepotência.
Veja bem, eu não concordo, em nenhum momento, que a pessoa seja metida e arrogante. Contudo, quando a pessoa é rica, bonita ou inteligente - e precisa ser realmente inteligente - é até compreensível a arrogância. Como eu já mencionei agora pouco, não concordo que alguém seja arrogante e metido, mas quando a pessoa detêm pelo menos um dos três fatores mencionados, eu "entendo".
Sim, eu sei que os motivos que mencionei para que se possa "aceitar" um convencido e arrogante são totalmente fúteis e banais. E daí que a pessoa é rica, bonita ou inteligente? Isso não é razão suficiente para ninguém se sentir superior. Mas quando isso acontece, quando alguém é arrogante por causa desses atributos, há um motivo. Pode não ser justificável e aceitável, mas há.
Agora, quando uma pessoa, que não tem nenhuma dessas três qualidades, beleza, inteligência ou riqueza - e sim, pra mim riqueza é uma qualidade. - e mesmo assim é metido e esnobe, que se considera melhor do que os demais, sinto vontade de instigá-la com extrema severidade. Cacete, a pessoa é feia, burra e pobre - e não, eu não acho pobreza um defeito, mas é uma condição -, e mesmo assim quer ter banca, recheada e transbordando? Ah, eu não aceito.
Mas como há utilidade para tudo e todos nessa vida, eu uso esse tipo de pessoa como espelho. Não que eu veja o meu reflexo. Não sou rico, mas garanto que sou bonito e inteligente. E não estou sendo prepotente e imodesto. Isso é um fato. Quem já leu alguns dos meus textos aqui publicados, sabe que o que mais faço é reconhecer os meus defeitos. Mas também preciso admitir os meus predicados. E também não vou negar, eu sou arrogante, mas não a ponto de me sentir superior a alguém. Mas voltando ao ponto em questão, eu uso esse tipo de pessoa como espelho para verificar se há alguma semelhança nas atitudes. Acredito que você tem ídolos, pessoas que você considera ícones e que se espelha em suas vidas. Mas também precisamos de pessoas que são exatamente opostas do que queremos ser, para saber o que não queremos ser - entendeu?- Precisamos comparar nossa forma de viver com as delas para ver se há alguma ligação,  e se houver, mudá-la. Não concordo que você compare sua vida com há de ninguém, cada um tem uma história, mas precisamos de exemplos, bons e ruins, para saber o que seguir, o que se tornar.
Para finalizar, não concordo, em nenhuma hipótese, com pessoas metidas, convencidas e extremamente arrogantes, sejam quem e como forem essas pessoas. Mas se você tem um QI mediano ou abaixo, se você não tem uma condição financeira considerável e se você não tem aspectos físicos harmoniosos, por favor, não seja esnobe e convencido. Se você é um gato não se sinta um leão, e se você for um leão tente agir como um gato. Afinal de contas, mesmo com todas as diferenças, todos somos iguais. E humildade, vinda de um gato ou de um leão, sempre é bem vista.